Identidade Invest Lisboa

June 15th, 2009 Filed under: Graphic design by neu

Nova identidade Invest Lisboa – uma parceira entre a Associação Comercial de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

O lettering escolhido é da mesma família do da Câmara Municipal de Lisboa, procurando uma constância na representação gráfica do nome da cidade. As cores escolhidas remetem para o azul do mar e do céu lisboeta e para o amarelo do sol.

Sindicato.biz @ Pecha Kucha

December 5th, 2008 Filed under: Graphic design, News by neu

O sindicato.biz apresentar-se-á na quinta edição da Pecha Kucha Night Lisbon. A pedido da organização, fizemos a imagem do evento, que terá lugar no próximo dia 9, terça-feira, às 21.30h, no Museu da Electricidade (Central Tejo).

para mais informações:
www.pechakuchalisbon.blogspot.com
www.pecha-kucha.org
pechakucha.lisbon@gmail.com
210 137 319

Crisis? What Crisis?

September 20th, 2008 Filed under: Graphic design, Illustration by neu

Ilustração inspirada na crise do ‘subprime‘ e num disco dos Supertramp de 1975.

The Dieline

July 30th, 2008 Filed under: News by neu

Um blog, muito bom, sobre packaging design.

Radiohead - “House of Cards”

July 30th, 2008 Filed under: News by neu

O novo teledisco dos Radiohead.

<a href="http://youtube.com/watch?v=8nTFjVm9sTQ">http://youtube.com/watch?v=8nTFjVm9sTQ</a>

O making of: a realidade digitalizada em vez de filmada.

<a href="http://youtube.com/watch?v=cyQoTGdQywY">http://youtube.com/watch?v=cyQoTGdQywY</a>

Mais informação

Cartaz sindicato.biz / 2

March 5th, 2008 Filed under: Graphic design by neu

cartazsindicato_2.jpg

Frases e Filosofias para Uso dos Jovens / 4

February 19th, 2008 Filed under: Writting by neu

Texto para o número de Fevereiro da revista da discoteca Lux.

Let’s gogo, ago Johnny gogogogo
Agogo, go go go go gogogogogogogogogogogogogogo
Go, Johnny, go, go?Go!
Johnny B. Goode

Sex Pistols

 

Também vos acontece? Eu tenho esta coisa, que me assalta de forma recorrente nos últimos tempos quando vou sair à noite: estarei a alienar-me? E se sim, como diabo vou dar conta disso, se é próprio da alienação ser uma espécie de inconsciência?
Para tentar fazer luz sobre isto, fui fazer uma sondagem informal junto daqueles que, na minha inconsciência, achava que tinham mais para dizer sobre este tema – os que, como eu, também saem à noite, sofrem com esta dúvida e tentam afogá-la em mais um copo.
O primeiro disse-me logo que era um ex-alienado, e que não podia explicar mais, porque tinha de ir mudar o disco. Outro respondeu que, nos tempos que correm, a alienação é uma bênção. Como pós-marxista, não pude deixar de concordar com este último. E verifiquei que o conceito de alienação é hoje diferente daquele que circulava nos anos 70.
Dantes, a alienação vinha do trabalho e da religião, que era o ópio do povo. Isto era o que dizia o Marx. Agora o ópio, à parte estar mais sintetizado, está muitíssimo difundido. A alienação, dizem, vem da televisão, do futebol, da playstation, do messenger, das drogas, da compulsão para as compras, enfim, de quase tudo o que fazemos ou deixamos de fazer. Parece que está por toda a parte, e que só se pode evitar sendo tão lúcido, tão lúcido, que se fica ou pré-industrial, ou um chato puritano, sem vícios nem fraquezas.
Conheci alguns assim, mas perdi-os de vista. Grande parte retirou-se para a serra – como uma amiga minha, que partiu há anos em busca do verdadeiro Eu e nunca mais o encontra. Quanto aos que ficaram na cidade, estão infrequentáveis – lembro-me daquele que, em Paris, dava pontapés no comboio suburbano e gritava “aliénation! aliénation!” Teve de ser evacuado pelos amigos. Mas tornou-se numa grande referência ideológica, e ainda hoje é abundantemente citado.
Voltando à minha sondagem, deixo aqui uma mostra das respostas mais representativas:

– É o deixa estar não tenho nada a ver – este virou costas, e nunca mais o vi.
– É sair à noite, apanhar uma ganda moca e esquecer-me da minha vida – riu outro, no intervalo-fuma-cigarro do emprego.
– Alienação é isto de acordar de manhã, deitar-me à noite, e tudo o resto no meio.
– É sair de uma órbita qualquer – este revirava os olhos para o tecto.
– É esquecer-me de que existo – disse uma vagamente ex-existencialista, enquanto carregava o eyeliner ao espelho.
– Pode ser uma espécie de anarquia – ajuizou um moço da linha, enquanto ouvia o Power in the Darkness dos TRB.
– Olha para esta malta toda aqui a dançar que nem loucos: amanhã voltam todos ao normal. Estas massas… isto é que é alienação – e pediu mais um copo, o olho turvo, determinado a não arredar pé.
– Alienado é um amigo meu que tem 42 anos, é espanhol com a mania que é british, é virgem, gay, e tem “um projecto de namoro” com um rapaz que conhece há um ano com quem percorreu o Nilo. Sonha com o mundo da Jane Austen e faz jantares para 6 pessoas com pratos e copos de plástico para não gastar as baixelas.

Mas afinal o que vem a ser alienação? A palavra vem do latim, ‘alienus’, que quer dizer alheio, estranho. Ora, após 43 anos de convivência comigo própria, e de a pachorra escassear para tal exclusividade, não posso senão aproveitar todas as oportunidades. Haverá coisa melhor, e mais inalcançável, do que sair de si por umas horas? Nos tempos que correm, é mesmo uma bênção conseguir estar horas a fio a dançar, esquecido de si e dos que o rodeiam. “Alienating rhythm!”
É que, ao fim e ao cabo, precisamos de nos alienar da alienação. Ou, pelo menos, temos de variar de alienação. Escravo do ritmo, em vez de escravo do trabalho.
É claro que, como qualquer apreciador sabe, dá uma trabalheira uma pessoa divertir-se. Sim, divertimento não é moleza: saber onde é a melhor festa, chegar a horas, passar a porta, descobrir o melhor sítio da pista e conseguir lá permanecer, arranjar bebidas – tudo isto é esforço, engenho e uma tremenda canseira. Lá isso é.
Por isso, alguns adeptos das teorias da conspiração dizem que o poder tem de garantir que o lazer seja tão ou mais fatigante que o trabalho. Caso contrário, deixávamo-nos todos ficar em eterno after.

Maria Antónia Oliveira & António Néu

Post-digital

February 18th, 2008 Filed under: News by neu

Texto de John Maeda.

texto_maeda_2.jpg

Frases e Filosofias para Uso dos Jovens / 3

February 1st, 2008 Filed under: Writting by neu

Texto para o número de Janeiro da revista da discoteca Lux.

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Como costumava dizer um famoso relações públicas da noite lisboeta, o mês de Janeiro é o mais engonhado de todos. Depois dos excessos natalícios e de fim-de-ano, fica tudo um pedaço embotado. O dinheiro foi gasto, o físico também. Mas não podemos esmorecer: está aí um ano novinho em folha para desfainar.
É claro que toda a gente pensa no ano que vem antes de ele chegar. Alguns aproveitam para fazer projectos de vida, promessas e juras. Chama-se a isso as Resoluções de Ano Novo, que os jovens pensam serem um hábito recente. Mas não. Consta que são já anteriores ao nascimento de Cristo, o que equivale a dizer que são mais antigas que o Natal. Os romanos também pensavam, quando o Ano Novo se avizinhava, em ir mais ao gymnasium, e em moderar as orgias. Como se pode ver, continua tudo mais ou menos igual.
Não havia era previsões da OCDE, nem do Banco de Portugal para nos ralarmos. Havia sempre os deuses a quem implorar – sacrificavam-se mais umas virgens, atiravam-se mais uns quantos aos leões, e pronto: talvez o ano corresse de feição.
Nesta era do individualismo hard-core e da descrença, estas coisas já não funcionam. Há que ler o Orçamento de Estado para 2008, o Tratado de Lisboa, e estar a par das cotações da bolsa para saber se o nosso destino vai, finalmente, mudar.
Mas será que queremos realmente mudar, ou tudo não passa de uma fantasia típica da época, para nos ocupar durante o mês de Janeiro e chegarmos a Fevereiro exactamente na mesma? Os cientistas antropológicos apontam para esta última hipótese. Tudo indica que as Resoluções de Ano Novo fraquejam pouco depois de serem tomadas. E ainda bem. Elas representam o nosso lado mais careta e auto-repressor. Parecem ditadas pelo provedor Diácono Remédios que cada um de nós tem a viver dentro de si, e que ataca especialmente nesta altura do ano. Já repararam como quase todas começam pelo verbo ‘deixar’: de beber, de fumar, de comer? Nunca ninguém anuncia “vou divertir-me mais este ano”, “vou ter mais sexo” ou “vou estoirar o dinheiro do PPR”.
Esta tradição enjoativa também ajuda à engonhice do mês de Janeiro: andam todos convencidos, pelo menos até dia 15, que se vão regenerar, e que este ano é que vai ser, e blah blah blah.
Perante isto, há gente que, precavida e sábia, já nem toma resoluções. Começa o ano sem perder tempo, virando serenamente mais uma página do calendário e planeando ao pormenor a alegre continuação de uma vida dedicada a soltar a franga.
Pensando nuns e noutros, deixo algumas sugestões.

Para o folgazão imperturbável:
A desfaina do mês de Janeiro tem que se lhe diga. É preciso ter muita vontade, vencer o frio que cola qualquer um ao sofá e, principalmente, não se pôr com coisas. Tem de se ir atrás das tentações, por pequenas que sejam. O tamanho não importa. Ao contrário de Dezembro, em Janeiro devem aceitar-se todos os convites para festas, jantares, lançamentos ou inaugurações.
A partir da segunda quinzena, é provável que comece a encontrar os primeiros desistentes das Resoluções de Ano Novo, ainda envergonhados, hesitantes, e a cravarem cigarros porque deixaram de fumar. Para os evitar, aconselha-se a noite dos impenitentes, à terça-feira.

Para o folgazão arrependido:
Se acha mesmo que a sua vida muda com a passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, o melhor é fazer listas. Fica tudo escrito e assim não haverá desculpas. Listas longas e pormenorizadas. Escreva agora e compare no final do ano, ou mesmo daqui a dez.
Para fazer uma lista infalível, deve substituir a habitual expressão “vou deixar” por “vou mudar ”, e escrever à frente: de marido(a) / de namorado(a) / de amante / de marca de cigarros / de música / de roupa / de clube / de droga / de ares / de conversa.
Se, na pior (e muito previsível) das hipóteses, não conseguir cumprir as promessas que fez a si próprio, só tem uma solução: suborne-se a si mesmo. Mas não conte a ninguém.
Quanto a mim, o que posso contar é que na única lista que fiz, há uns anos, queria ir a Berlim, comer menos batatas fritas e ganhar o euromilhões. Ainda não fiz nada disto. Desde aí, fiquei alérgica às Resoluções de Ano Novo: estou pobre, gorda, e só consigo ir a Barcelona. Mas pelo menos nunca prometi que ia deixar de fumar, ou de fazer sexo em grupo. Há que ser realista.
E demais, tenha sempre em mente o ensinamento do outro que, por não conseguir tomar uma resolução, foi parar à prisão: “Todas as boas resoluções têm uma fatalidade: são sempre tomadas demasiado cedo.”

Maria Antónia Oliveira & António Néu

Calendário Mola Ativism

January 18th, 2008 Filed under: Graphic design by neu

A convite da empresa Mola Ativism, António Néu criou a página para o mês de Maio.

Cada página foi feita por um designer diferente, tendo como base uma frase para cada mês e a obrigatoriedade da utilização de um tipo de letra original.

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Fotografia do conjunto

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