The Dieline

July 30th, 2008 Filed under: News by neu

Um blog, muito bom, sobre packaging design.

Radiohead - “House of Cards”

July 30th, 2008 Filed under: News by neu

O novo teledisco dos Radiohead.

<a href="http://youtube.com/watch?v=8nTFjVm9sTQ">http://youtube.com/watch?v=8nTFjVm9sTQ</a>

O making of: a realidade digitalizada em vez de filmada.

<a href="http://youtube.com/watch?v=cyQoTGdQywY">http://youtube.com/watch?v=cyQoTGdQywY</a>

Mais informação

Cartaz sindicato.biz / 2

March 5th, 2008 Filed under: Graphic design by neu

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Frases e Filosofias para Uso dos Jovens / 4

February 19th, 2008 Filed under: Writting by neu

Texto para o número de Fevereiro da revista da discoteca Lux.

Let’s gogo, ago Johnny gogogogo
Agogo, go go go go gogogogogogogogogogogogogogo
Go, Johnny, go, go?Go!
Johnny B. Goode

Sex Pistols

 

Também vos acontece? Eu tenho esta coisa, que me assalta de forma recorrente nos últimos tempos quando vou sair à noite: estarei a alienar-me? E se sim, como diabo vou dar conta disso, se é próprio da alienação ser uma espécie de inconsciência?
Para tentar fazer luz sobre isto, fui fazer uma sondagem informal junto daqueles que, na minha inconsciência, achava que tinham mais para dizer sobre este tema – os que, como eu, também saem à noite, sofrem com esta dúvida e tentam afogá-la em mais um copo.
O primeiro disse-me logo que era um ex-alienado, e que não podia explicar mais, porque tinha de ir mudar o disco. Outro respondeu que, nos tempos que correm, a alienação é uma bênção. Como pós-marxista, não pude deixar de concordar com este último. E verifiquei que o conceito de alienação é hoje diferente daquele que circulava nos anos 70.
Dantes, a alienação vinha do trabalho e da religião, que era o ópio do povo. Isto era o que dizia o Marx. Agora o ópio, à parte estar mais sintetizado, está muitíssimo difundido. A alienação, dizem, vem da televisão, do futebol, da playstation, do messenger, das drogas, da compulsão para as compras, enfim, de quase tudo o que fazemos ou deixamos de fazer. Parece que está por toda a parte, e que só se pode evitar sendo tão lúcido, tão lúcido, que se fica ou pré-industrial, ou um chato puritano, sem vícios nem fraquezas.
Conheci alguns assim, mas perdi-os de vista. Grande parte retirou-se para a serra – como uma amiga minha, que partiu há anos em busca do verdadeiro Eu e nunca mais o encontra. Quanto aos que ficaram na cidade, estão infrequentáveis – lembro-me daquele que, em Paris, dava pontapés no comboio suburbano e gritava “aliénation! aliénation!” Teve de ser evacuado pelos amigos. Mas tornou-se numa grande referência ideológica, e ainda hoje é abundantemente citado.
Voltando à minha sondagem, deixo aqui uma mostra das respostas mais representativas:

– É o deixa estar não tenho nada a ver – este virou costas, e nunca mais o vi.
– É sair à noite, apanhar uma ganda moca e esquecer-me da minha vida – riu outro, no intervalo-fuma-cigarro do emprego.
– Alienação é isto de acordar de manhã, deitar-me à noite, e tudo o resto no meio.
– É sair de uma órbita qualquer – este revirava os olhos para o tecto.
– É esquecer-me de que existo – disse uma vagamente ex-existencialista, enquanto carregava o eyeliner ao espelho.
– Pode ser uma espécie de anarquia – ajuizou um moço da linha, enquanto ouvia o Power in the Darkness dos TRB.
– Olha para esta malta toda aqui a dançar que nem loucos: amanhã voltam todos ao normal. Estas massas… isto é que é alienação – e pediu mais um copo, o olho turvo, determinado a não arredar pé.
– Alienado é um amigo meu que tem 42 anos, é espanhol com a mania que é british, é virgem, gay, e tem “um projecto de namoro” com um rapaz que conhece há um ano com quem percorreu o Nilo. Sonha com o mundo da Jane Austen e faz jantares para 6 pessoas com pratos e copos de plástico para não gastar as baixelas.

Mas afinal o que vem a ser alienação? A palavra vem do latim, ‘alienus’, que quer dizer alheio, estranho. Ora, após 43 anos de convivência comigo própria, e de a pachorra escassear para tal exclusividade, não posso senão aproveitar todas as oportunidades. Haverá coisa melhor, e mais inalcançável, do que sair de si por umas horas? Nos tempos que correm, é mesmo uma bênção conseguir estar horas a fio a dançar, esquecido de si e dos que o rodeiam. “Alienating rhythm!”
É que, ao fim e ao cabo, precisamos de nos alienar da alienação. Ou, pelo menos, temos de variar de alienação. Escravo do ritmo, em vez de escravo do trabalho.
É claro que, como qualquer apreciador sabe, dá uma trabalheira uma pessoa divertir-se. Sim, divertimento não é moleza: saber onde é a melhor festa, chegar a horas, passar a porta, descobrir o melhor sítio da pista e conseguir lá permanecer, arranjar bebidas – tudo isto é esforço, engenho e uma tremenda canseira. Lá isso é.
Por isso, alguns adeptos das teorias da conspiração dizem que o poder tem de garantir que o lazer seja tão ou mais fatigante que o trabalho. Caso contrário, deixávamo-nos todos ficar em eterno after.

Maria Antónia Oliveira & António Néu

Post-digital

February 18th, 2008 Filed under: News by neu

Texto de John Maeda.

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Frases e Filosofias para Uso dos Jovens / 3

February 1st, 2008 Filed under: Writting by neu

Texto para o número de Janeiro da revista da discoteca Lux.

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Como costumava dizer um famoso relações públicas da noite lisboeta, o mês de Janeiro é o mais engonhado de todos. Depois dos excessos natalícios e de fim-de-ano, fica tudo um pedaço embotado. O dinheiro foi gasto, o físico também. Mas não podemos esmorecer: está aí um ano novinho em folha para desfainar.
É claro que toda a gente pensa no ano que vem antes de ele chegar. Alguns aproveitam para fazer projectos de vida, promessas e juras. Chama-se a isso as Resoluções de Ano Novo, que os jovens pensam serem um hábito recente. Mas não. Consta que são já anteriores ao nascimento de Cristo, o que equivale a dizer que são mais antigas que o Natal. Os romanos também pensavam, quando o Ano Novo se avizinhava, em ir mais ao gymnasium, e em moderar as orgias. Como se pode ver, continua tudo mais ou menos igual.
Não havia era previsões da OCDE, nem do Banco de Portugal para nos ralarmos. Havia sempre os deuses a quem implorar – sacrificavam-se mais umas virgens, atiravam-se mais uns quantos aos leões, e pronto: talvez o ano corresse de feição.
Nesta era do individualismo hard-core e da descrença, estas coisas já não funcionam. Há que ler o Orçamento de Estado para 2008, o Tratado de Lisboa, e estar a par das cotações da bolsa para saber se o nosso destino vai, finalmente, mudar.
Mas será que queremos realmente mudar, ou tudo não passa de uma fantasia típica da época, para nos ocupar durante o mês de Janeiro e chegarmos a Fevereiro exactamente na mesma? Os cientistas antropológicos apontam para esta última hipótese. Tudo indica que as Resoluções de Ano Novo fraquejam pouco depois de serem tomadas. E ainda bem. Elas representam o nosso lado mais careta e auto-repressor. Parecem ditadas pelo provedor Diácono Remédios que cada um de nós tem a viver dentro de si, e que ataca especialmente nesta altura do ano. Já repararam como quase todas começam pelo verbo ‘deixar’: de beber, de fumar, de comer? Nunca ninguém anuncia “vou divertir-me mais este ano”, “vou ter mais sexo” ou “vou estoirar o dinheiro do PPR”.
Esta tradição enjoativa também ajuda à engonhice do mês de Janeiro: andam todos convencidos, pelo menos até dia 15, que se vão regenerar, e que este ano é que vai ser, e blah blah blah.
Perante isto, há gente que, precavida e sábia, já nem toma resoluções. Começa o ano sem perder tempo, virando serenamente mais uma página do calendário e planeando ao pormenor a alegre continuação de uma vida dedicada a soltar a franga.
Pensando nuns e noutros, deixo algumas sugestões.

Para o folgazão imperturbável:
A desfaina do mês de Janeiro tem que se lhe diga. É preciso ter muita vontade, vencer o frio que cola qualquer um ao sofá e, principalmente, não se pôr com coisas. Tem de se ir atrás das tentações, por pequenas que sejam. O tamanho não importa. Ao contrário de Dezembro, em Janeiro devem aceitar-se todos os convites para festas, jantares, lançamentos ou inaugurações.
A partir da segunda quinzena, é provável que comece a encontrar os primeiros desistentes das Resoluções de Ano Novo, ainda envergonhados, hesitantes, e a cravarem cigarros porque deixaram de fumar. Para os evitar, aconselha-se a noite dos impenitentes, à terça-feira.

Para o folgazão arrependido:
Se acha mesmo que a sua vida muda com a passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, o melhor é fazer listas. Fica tudo escrito e assim não haverá desculpas. Listas longas e pormenorizadas. Escreva agora e compare no final do ano, ou mesmo daqui a dez.
Para fazer uma lista infalível, deve substituir a habitual expressão “vou deixar” por “vou mudar ”, e escrever à frente: de marido(a) / de namorado(a) / de amante / de marca de cigarros / de música / de roupa / de clube / de droga / de ares / de conversa.
Se, na pior (e muito previsível) das hipóteses, não conseguir cumprir as promessas que fez a si próprio, só tem uma solução: suborne-se a si mesmo. Mas não conte a ninguém.
Quanto a mim, o que posso contar é que na única lista que fiz, há uns anos, queria ir a Berlim, comer menos batatas fritas e ganhar o euromilhões. Ainda não fiz nada disto. Desde aí, fiquei alérgica às Resoluções de Ano Novo: estou pobre, gorda, e só consigo ir a Barcelona. Mas pelo menos nunca prometi que ia deixar de fumar, ou de fazer sexo em grupo. Há que ser realista.
E demais, tenha sempre em mente o ensinamento do outro que, por não conseguir tomar uma resolução, foi parar à prisão: “Todas as boas resoluções têm uma fatalidade: são sempre tomadas demasiado cedo.”

Maria Antónia Oliveira & António Néu

Calendário Mola Ativism

January 18th, 2008 Filed under: Graphic design by neu

A convite da empresa Mola Ativism, António Néu criou a página para o mês de Maio.

Cada página foi feita por um designer diferente, tendo como base uma frase para cada mês e a obrigatoriedade da utilização de um tipo de letra original.

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Fotografia do conjunto

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Fonte Olivete 17pix

January 17th, 2008 Filed under: Graphic design by neu

Novo tipo de letra desenhado por António Néu.

Utilizada pela primeira vez na página do mês de Maio do calendário 2008 da empresa Mola Ativism.

Em ecrãs, a visualização é melhor a 17 pixeis.

olivete_fonte.jpg

Frases e Filosofias para Uso dos Jovens / 2

December 27th, 2007 Filed under: Writting by neu

Texto para o número de Dezembro da revista da discoteca Lux.

- Que tens tu?
- Nada. É Natal.

Alexandre O’Neill

Como sobreviver à época natalícia? – perguntamo-nos nós de cada vez que, implacável, o monstro se aproxima. Como manter a sanidade física e mental durante esta, ainda assim longa, provação? Sim, longa, porque o Natal, agora, começa praticamente em Setembro. Chegamos da praia, arrumamos a bóia, e ele aí está, para nossa felicidade, a anunciar o inverno, as listas de prendas, os sininhos dependurados nas portas e outras impossibilidades.
Uma coisa que nunca ninguém me explicou é por que é que chamam ‘quadra’ a esta altura do ano. Deve ser porque ficam todos quadrados. Todos: lisboetas, portugueses, ocidentais – o mundo: fica tudo tomado pelo espírito do Natal. Deve ter sido o primeiro, e já longínquo, sintoma de globalização. Não se deve, contudo, confundir ‘espírito’ (o de Natal) com filosofia, que isso acho que não tem nenhuma.
Natal é dinheiro, carcanhol, pilim, bago. Mas traz o dinheiro a felicidade? Não. Misturado com aquele ar deslavado de felicidade interior que é suposto afivelar neste tempo de boa-vontade, os lisboetas que eu conheço ficam com um ar apoquentado, de quem ainda tem sempre mais umas lojas, uns parentes, ou uns amigos para frequentar.
Há vida depois do Natal? Melhor: há vida durante o Natal? Eis algumas receitas, conselhos e filosofias para passar mais ou menos incólume esta época de embrutecimento, tão fofo e tão capitalista:

As compras
A partir de 1 de Dezembro, a ida a um centro comercial pode tornar-se numa autêntica descida aos infernos, coisa de difícil recuperação.
Seleccione cuidadosamente lojas improváveis: retrosarias, lojas de ferragens, sex-shops. Por exemplo, a Botão Dourado ou Retrosaria Nuvem (Campo de Ourique), a Boutique dos Parafusos (Morais Soares), ou o Rei das Fardas (Alexandre Herculano). Um martelo ou uma chave-inglesa dão sempre jeito. E que dizer, então, de um vibrador? Escolha, e mande embrulhar para oferecer.
Se não estiver para se maçar com planos e premeditações, pode optar por essa espécie de desporto radical que é comprar todas as prendas no último dia.

As saídas
Evite sair de casa durante o dia, sobretudo nos cinco que antecedem a noite de Natal propriamente dita. Se o fizer, é provável que trepe pelas paredes, acompanhando essa horda de pais natais alpinistas que ultimamente surgiram por aí.
Ficar sempre em casa, contudo, dá neura, para além de provável overdose de família. A televisão só dá filmes queriduchos e a caixa de correio electrónico é invadida por spam a apelar aos piores instintos: fofuras, carinhos, viagras e aumento do pénis. Cague nisso.
Aproveite, mas é, todas as oportunidades para sair à noite: fins-de-semana e dias de semana. Este ano, infelizmente, os feriados de Dezembro calham a um sábado, o que é uma pena. Sempre era uma oportunidade para sair ainda mais. Mas pode sempre tirar partido da festa de Natal do escritório/atelier/banco/mercearia/agência para extravasar (leia-se tolerância de ponto – mas nunca saia da festa antes do patrão/chefe).

A consoada
A consoada não é um after-after. É contra-indicado ir de directa: o bacalhau, de apetecível, passa a tormento. Contudo, pode acontecer que se veja nesta situação, por imponderáveis que o levaram a seguir o pipilar do passarinho de que fala o Padre Manuel Bernardes, como já aconteceu a uns amigos meus. Se assim for, e se chegar à mesa com repugnância por tudo o que seja comida, pode recorrer a
1. tupperware
2. bulimia
3. “estou de dieta” (mas nesse caso também não se pode beber)
4. fechar-se na casa de banho e
a) passar pelas brasas na banheira
b) continuar o after.

Neste último caso, ou em qualquer dos outros, deve absolutamente sair /continuar a saída na noite da consoada. Só nesse momento deve olhar para o telemóvel, para saber o que é que está aberto. De outro modo, ignore todos os SMSs que tenham:
1. bonecada natalícia
2. os que se nota mesmo que foram enviados para toda a lista de contactos. Não responda.
3. Os de pessoas de quem não ouviu falar desde o Natal anterior. Não responda também.
Excepção a esta última regra: os amigos emigrantes de Londres, Barcelona, Berlim e Goa, que aparecem sempre no Natal, todos contentes de só virem à terra uma vez por ano. É aproveitar.

Viagens
Com tudo o que foi dito acima, pode pensar-se que se aconselha uma retirada estratégica – uma viagenzinha… Nada disso. Não esquecer que é Natal em todo o mundo. Só não é nas zonas em guerra. Se, apesar de tudo, o pezinho puxar para a Portela, desaconselha-se vivamente o Brasil, em especial Porto Galinhas, Búzios e Maceió.

Música
A evitar:
1. Last Christmas – Wham!
2. I Just Called to Say I Love You – Stevie Wonder
3. What a Beautiful World – qualquer (a)versão

Recomendada:
1. Hell Ain’t a Bad Place to Be – AC/DC
2. a número 4 do último disco do Devendra Banhart (youtube.com/watch?v=sFMIYz0TZ-U)
3. Warrior – PIL (youtube.com/watch?v=YgcFbPrt1I8)
4. Buffalo Seven – Swayzak
5. Crackerjack Docker – Prinzhorn Dance School (www.prinzhorn-dance-school.com/crackerjackdocker.html)
6. Hitsville UK – The Clash
7. The Devil in Us – Black Devil Disco Club
8. Confession (Nervous Gender) – The Soft Pink Truth
9. Holidays in The Sun – Sex Pistols (youtube.com/watch?v=R_YX7hsaJz0)
10. La Différence – Robotnick!
11. Get Back – The Beatles (youtube.com/watch?v=GAYZ9BrD97U)
12. Titties and Beer – Frank Zappa (youtube.com/watch?v=4YRZV14zD-k)
13. E outras que não lembrem nem ao menino Jesus.

O Fim-de-Ano
Se conseguiu, com êxito, sobreviver a estes apertos, tem bónus: a festa da passagem do ano!
Extinto, finalmente, o espírito de Natal, comemore-se (ah!) o tempo que passa. Isto é que é filosofia. E por isso convém recordar palavras sábias que já reproduzi anteriormente nesta revista: “Noitadas, quantas mais melhor”. Mas não esqueçamos: “nenhuma noitada deve ter tal duração que possa prejudicar a realização de noitadas ulteriores”.
Deve, portanto preparar-se com alguma antecedência a noite – mas não com demasiada: muita expectativa pode estragar uma festa, é sempre bom algum grau de imprevisto. Recuse liminarmente qualquer convite para passar um fim-de-ano tranquilo numa casa no Alentejo com casais amigos. É uma esparrela muito frequente, e normalmente geradora de tédio. Festa tranquila é coisa que não existe, e o próprio conceito de “casal amigo” deixa imenso a desejar. Qualquer convite que aceite para uma festa em casa tem de ter como condição ficar essa casa à distância de um táxi, para poder pirar-se discretamente se der para o chocho. Certifique-se, ainda assim, do género de música que vai tocar. Se for chill-out, diga que, nesse caso, passa o fim-de-ano com a avó.
Há também as festas em colectividades, salas alugadas, casas devolutas, ginásios e outras excentricidades. São muito apelativas, mas verifique antecipadamente se não há vizinhos com soninho. A polícia é, certamente, companhia a evitar numa noite destas.
Na lógica do espírito da quadra, quase todas estas festas são pagas. Pague o soundsystem, pague os djs, pague o aluguer da sala – mas não dê dinheiro pela ceia, que é normalmente um caldo verde nojento e um bolo-rei manhoso. Não há apetite que resista.
Espero que estas sugestões lhe sirvam para alguma coisa. Eu cheguei a elas através da experiência. E a experiência, como dizia o outro que adorava festas, não é senão o nome que as pessoas dão aos seus erros.

Maria Antónia Oliveira & António Néu

Cartaz sindicato.biz

November 7th, 2007 Filed under: Graphic design by neu

Sindicato s.m. (1881) companhia ou associação de capitalistas interessados na mesma empresa e que colocam os seus títulos em comum a fim de que, na venda destes, não se verifique alteração de preços; JURÍDICO associação, para fins de estudo, defesa e coordenação dos seus interesses económicos e/ou profissionais, de todos os que (na qualidade de empregados, empregadores, agentes ou trabalhadores autónomos ou profissionais liberais) exerçam a mesma actividade ou actividades similares ou relacionadas

Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

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