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Comunicado em jeito de publi-reportagem

(texto sobre o sindicato.biz para o nº4 da agenda / revista cultural, em formato de individual de mesa,  Migallhas – cultura à mesa)

Permitam-me este excesso. Não se voltará a repetir. Assumindo este espaço como livre, onde posso, como sempre pude até aqui, falar do que e como me apetecia, vejo-me a querer desta vez escrever sobre algo a que estou ligado desde a sua génese. Logo, pode ser visto como um texto auto-promocional. Não tendo quaisquer problemas com isso, já que para lá dessa primeira interpretação que é, como todas as primeiras leituras, insatisfatória, há uma razão maior: a de me associar às comemorações do Dia do Trabalho e do Trabalhador de uma maneira preguiçosa (pela reutilização de parte um texto já escrito para outras ocasiões – eu sei que não devia ter dito isto!), cujo resultado e efeito pode ser muito pró-activo. Porquê? Porque vou falar do sindicato.biz, uma plataforma de sinergias criativas que vai fazer dois anos (o lançamento oficial aconteceu no dia 1 de Maio de 2008) e mudou recentemente o design do seu site.

A minha preguiça começa aqui, ou seja passo a citar.

“O que é o sindicato.biz?

Uma associação que vai lutar pelos seus direitos. Não, propriamente. Um grupo de pessoas com interesses corporativos. Não, exactamente. Um núcleo de indivíduos com consciência social, nascida e criada entre os anos 60 e 70, com aspirações de poder organizando acções de contra-poder. Não, realmente. Ao mesmo tempo que se nega, afirma-se. Afinal o que somos? Uma comunidade informal. Uma plataforma de sinergias criativas. Ou mais prosaicamente, como se estivéssemos a falar olhos nos olhos para quem nos está a ler, um grupo de pessoas a fazer pela sua vida, ao mesmo tempo que pode fazer pela dos outros. Daí o espírito sindicalista da reciprocidade.

Por outro lado, a um sindicato está  sempre associado a noção de defesa com justiça de uma determinada  colectividade. Também é disso que se trata. Mas ao contrário de outros movimentos sindicalistas, o sindicato.biz é uma associação instável de trabalhadores que se unem a partir da constatação de necessidades comuns. As nossas são de natureza pragmática: queremos trabalhar em coisas de que gostamos. Gostamos do trabalho uns dos outros e queremos ter condições para continuar a ter uma vida que faz do bem-estar e dos pequenos prazeres não uma luta, nem por sombras um somatório de guilty pleasures, muito menos uma lista de pequenas indulgências, mas um motor para nos fazer arrancar um projecto com ligações directas ao mercado, onde a combinação das vertentes artísticas e comerciais é um desafio e uma pedra de toque.”

A minha preguiça acabou aqui, ou seja, fecho de citação. Espero que tenha sido compreensível esta menção, porque me parece ser um bom exemplo de novas formas de encarar o trabalho, ao mesmo tempo que pode contribuir para novos modos de afirmação dos projectos.

Só ficou a faltar dizer o que oferecemos. Se a necessidade de resposta a esta pergunta for elevada, coloca-se outra: onde estamos? Estamos onde for preciso – é a nossa frase chave. Para já estamos em: sindicato.biz. Visitem as nossas novas instalações. Horário de funcionamento: estamos abertos todos os dias das 0h às 24h, sempre à vossa disposição.

Nelson Guerreiro

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